domingo, 14 de outubro de 2012

QUEM O AVISA...


RTP 

A PSP decidiu passar a divulgar na rede social Facebook, alguns dos locais onde vai instalar radares de controlo de velocidade. 

A decisão faz parte de uma campanha a que chamou "Quem o avisa..."

QUEM O AVISA....


A aposta na prevenção da sinistralidade rodoviária é uma das prioridades da Polícia de Segurança Pública. 
Mais do que efetuar as necessárias operações de controlo e de fiscalização de trânsito sabemos que é fundamental apostar na sensibilização e formação dos condutores, alertando para comportamentos de risco ao volante e para as suas terríveis consequências, dando visibilidade à nossa presença como forma de prevenir infrações.

Porque queremos estar do lado da solução do problema através de uma aposta clara na prevenção, decidimos disponibilizar mensalmente no nosso Facebook, alguns locais onde são efetuados controlos de velocidade pelos nossos radares. Estes locais foram escolhidos segundo critérios de maior perigosidade, pretendendo assim reduzir a velocidade dos veículos que por ali circulam, através da demonstração da nossa presença com prévio aviso.    

Fiquem atentos ao nosso FB porque ainda hoje iremos disponibilizar os primeiros 6 locais.


A PSP informa que irá efetuar uma ação de fiscalização rodoviária - RADAR nos seguintes locais:

1. Local: Lisboa    Via:IP7, sentido SUL/NORTE    Data: 10OUT12    Hora: 20H00 às 00H00

2. Local: Lisboa    Via:EN 6-3 (frente tribuna do Estádio Nacional) sentido CREL-MARGINAL    Data: 16OUT12    Hora: 14H00 às 19H00

3. Local: Coimbra    Via: Avª D. Joao Alves - Tavarede    Data: 19OUT12    Hora:19H00

4. Local: Vila Franca de Xira    Via: EN 10, na reta do cabo, em Vila Franca de Xira   Data: 24OUT12    Hora: 22H00 às 02H00

5. Local: Leiria    Via: Avenida General Amílcar Mota – Caldas da Rainha    Data:26OUT12    Hora: 21H00 às 01H00

6. Local: Setúbal    Via: Avenida Arsenal do Alfeite, sentido Sul/ Norte    Data:27OUT12    Hora: 21H00




sábado, 6 de outubro de 2012

Semana do Bebé do CHCB


O Centro Hospitalar Cova da Beira organiza 6ª Edição da Semana do Bebé que irá decorrer de 8 a 13 de Outubro de 2012. 

Este ano, a iniciativa está subordinada ao tema “Da Terra do Nunca ao Vale Encantado: Novos Desafios da Parentalidade”.
A semana do Bebé contará com  workshops, palestras, ações de sensibilização, rastreios, atividades lúdicas e pedagógicas, para crianças e seus pais.

Ver Programa. 
Ver Folheto: Frente e Verso
Centro Hospitalar Cova da Beira - http://www.chcbeira.pt/

domingo, 30 de setembro de 2012

Cartilha de Segurança para a Internet

Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil[cert.br] publicou a cartilha de segurança para a Internet. 
Um excelente guia para utilização da Internet que contém recomendações e dicas sobre como o utilizador pode aumentar a sua segurança na Internet. 
Cartilha de Segurança para InternetO documento apresenta o significado de diversos termos e conceitos utilizados na Internet e fornece uma série de recomendações que visam melhorar a segurança de um computador. 


Se por um lado a internet é uma ferramenta para pesquisas ou para se relacionar à distância com outras pessoas, por outro, muitos usam o mundo virtual para cometer crimes. A cartilha divulgada sobre segurança na internet quer alertar o utilizador sobre os perigos da rede.

Na hora de navegar na internet todo cuidado é pouco. 
Uma simples dica pode ajudar quem costuma usar a rede para serviços bancários. Para ver se a página é verdadeira ou não, quando o banco pedir a senha, introduza dados errados. "Ao escrever uma senha incorreta e se no sistema não surgir o erro, cuidado! Provavelmente não está na página da sua entidade bancária! De certo alguém está a querer roubar-lhe a senha de acesso".
Existem ainda outras dicas para melhorar a segurança na internet:
- Nas redes sociais não se deve colocar dados pessoais, nem informar onde está, ou para onde vai.
Cartilha de Segurança para Internet- Não é suficiente instalar o antivírus. É preciso mantê-lo atualizado.
- Se fizer compras pela internet, verifique primeiro se a empresa existe. É possível fazer isso fazendo algumas pesquisas de confirmação.
- Cuidado com as páginas que não conhece, incluindo as de jogos online.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

Transporte de Crianças

Usa o cinto quando conduz? 
E o seu filho usa a cadeirinha? 
A vida dele é menos importante que a sua? 

Os acidentes rodoviários são a principal causa de mortalidade infantil a partir de um ano de idade. Se quando as crianças têm febre, são rapidamente levadas ao médico, se tentam subir a um banco e se debruçam a uma janela, são imediatamente repreendidas, então por que razão os pais portugueses são tão negligentes quando se trata do aspecto mais crítico da segurança dos seus filhos?
Alguns motivos que originam a morte de tantas crianças nas estradas portuguesas?


A sua negligência ao transportarem os seus filhos sem qualquer protecção conduz a situações dramáticas, dos quais todos se deveriam envergonhar. 
Quando os veículos são cada vez mais seguros e possuem um grande número de airbags , ABS, ESP, etc, é irresponsável e criminoso transportar as crianças sem qualquer protecção. 

Vejamos algumas desculpas típicas dos pais:

“A minha criança viaja sem cadeira mas a mãe agarra-a ao colo e segura-a.”
Num choque contra uma barreira fixa a partir de 10-20 km/h o “segurar” é impossível. Uma criança de 10 kg num choque a 50 Km/h “pesa” cerca de 200 kg, ou seja, 20 vezes o seu próprio peso. Por outro lado, é conhecido que uma criança não é um adulto em miniatura. Proporcionalmente a um adulto a cabeça é muito maior e a coluna, durante os primeiros anos de vida está em processo de ossificação, o que, por outras palavras, significa que as crianças são muito mais frágeis que os adultos.

“Viajando no banco de trás não há problema, porque em caso de acidente os bancos amortecem.”
Falso por três razões:
1º) Os bancos dos automóveis não suportam forças muito elevadas e podem ceder.
2º) A criança ao deslocar-se e colidir violentamente com o banco da frente sofre desacelerações muito superiores àquelas que sofreria se fosse na cadeirinha. As acelerações são a principal causa de morte nos acidentes de automóveis e não os ferimentos “com sangue”.
3º) Num choque frontal existe uma grande probabilidade da criança “passar” entre os bancos e ir colidir com o pára-brisas. Nos choques laterais a criança choca violentamente com as portas. Em situações de capotamento, a criança pode ser projectada do carro e ser esmagada, ou, permanecendo no interior do carro, sofrer, por exemplo, lesões irreversíveis ao nível da coluna, o que significa ficar paraplégica ou tetraplégica e passar o resto da vida numa cadeira de rodas. Estudos de acidentologia demonstram que, se a criança viaja na cadeirinha ou banco (consoante a idade) e com os cintos correctamente colocados, a probabilidade de ser projectada em caso de acidente é reduzida em 96%. Obviamente, os 4% restantes são acidentes de grande violência.

“A viagem de casa para o infantário é muito curta, eu conduzo com muito cuidado e não vale a pena. Só nas grandes viagens é que ponho a cadeirinha.” 
Contrariamente ao que a maioria das pessoas pensa, a maior parte dos acidentes com crianças ocorre em distâncias curtas e, em muitas das situações (cerca de 30%), perto de casa. Na estrada não dependemos de nós próprios e o acidente ocorre, muitas vezes, quando menos se espera.

“Após cerca de 15 anos de condução e 250000 km percorridos, estava a fazer a mudança de casa e com medo que as coisas mais frágeis se partissem, decidi metê-las no carro. Lá ia eu com imenso cuidado, numa subida a cerca de 20-30 km/h, quando, numa passadeira, parei para deixar passar uma senhora. No entanto, o condutor do carro que vinha atrás de mim estava distraído e... 400 contos de arranjo do carro. Ou seja, por muito cuidado que tenhamos, situações imprevisíveis acontecem. Estou certo que nessa altura se o meu filho viajasse à solta no carro, as consequências, mesmo num choque a tão baixa velocidade, poderiam ser dramáticas. O meu filho viaja sempre na cadeirinha no banco traseiro.” 
Como as crianças não são adultos em miniatura, a probabilidade de sofrerem lesões do pescoço ou coluna, particularmente para idades abaixo dos 4 anos é muito grande. O transporte de crianças até aos 2 anos de idade deve, obrigatoriamente, ser efectuado na posição invertida, isto é, com a cadeira de costas para a estrada, pois, deste modo, reduz-se em 90% a probabilidade de ocorrerem as referidas lesões. Alguns especialistas em biomecânica referem mesmo que esta é a posição recomendada até aos 3-4 anos. O problema é que muitas vezes a partir dos 3 anos as crianças já não “cabem” na cadeirinha.

“O meu problema é que o meu filho não quer ir na cadeirinha, e prefiro que vá à solta, do que vá o tempo todo a chorar.” 
ou
“Ele viaja muito desconfortável na cadeirinha, sem se poder mexer.” 
As crianças são uns seres maravilhosos e interessantíssimos que passam a vida a pôr os pais à prova. Às refeições, quando não se querem vestir, quando não querem ir à escola ou quando não querem sair da escola. O mais interessante é que nestas situações os pais geralmente não cedem. Então porque razões muitos dos pais cedem quando está em causa a segurança dos seus filhos? Se a criança viajar com a cadeirinha adequada e com os cintos postos, reduzem-se em 70 a 80% as consequências de um acidente. A cadeirinha é, tal como o seu quarto, um espaço da própria criança que, desde que seja educada nesse sentido, nunca mais larga.

“O meu filho até cerca dos 3 anos e meio viajou sempre em posição invertida no lugar central traseiro e nunca se queixou (este é o assento do carro mais seguro para o transporte de crianças, embora, quando eles crescem, devido a ergonomia deste assento, seja necessário instalar a cadeira num dos lugares laterais traseiros). Agora, que viaja na nova cadeirinha virado para a frente, ainda há pouco tempo, com a confusão de ele querer os brinquedos e como eu próprio sou “despistado” esqueci-me de lhe pôr o cinto. Ia a descer em direcção à Praça de Londres quando ele começou aos gritos «Pára o carro. Pára que eu não tenho cinto...». E tive mesmo de parar.” 
Ou seja, desde que as crianças sejam consciencializadas para a forma como as transportamos, elas próprias exigem a sua segurança.

“Como já tem 6 anos já não usa a cadeirinha, vai no assento do carro com o cinto posto. ” 
Desde o nascimento até aos 12 anos ou até 150 cm de altura, o sistema de retenção é obrigatório. E se tiver protecções laterais ainda melhor. Os cintos dos automóveis são projectados para adultos. Lesões abdominais são drasticamente reduzidas pela utilização do “banquinho”.

Sistemas de Retenção

De acordo com o regulamento ECE 44/03, um SRC é um agrupamento de componentes que pode combinar cintos ou componentes flexíveis com bancos e cadeiras suplementares, aparelhos de ajuste, capazes de serem acoplados a veículos motorizados. São desenvolvidos para diminuir o risco de lesão em caso de colisão ou de desaceleração forte, limitando o deslocamento da criança.

Aprovação de um sistema de retenção para crianças (SRC)

Para que o SRC seja aprovado tem que cumprir os seguintes requisitos:
•  O pedido para a aprovação deve ser requisitado pelo proprietário da marca ou por um representante seu acreditado.
•  O pedido deve fazer-se acompanhar de uma descrição técnica do SRC, especificar as correias e outro material utilizado, desenhos das partes constituintes do SRC (que devem representar as posições desejadas para a utilização do SRC e ainda a cor do modelo para aprovação), instruções de instalação, declaração de toxicidade e inflamabilidade. Devem ser fornecidos quatro SRC e dez metros de comprimento de cada tipo de correias usadas no SRC.
•  O tipo de cinto de segurança a usar com o SRC deve ser especificado. 
•  Os SRC devem possuir marcas claras e inapagáveis do nome do fornecedor, das iniciais ou da marca registada, e as partes plásticas devem ter marcado o ano de produção. Se o SRC necessitar do cinto de segurança, a rota do mesmo deve ser indicada por um desenho permanentemente fixo ao SRC. Quando o SRC é instalado virado para a frente essa rota deve ser indicada a vermelho e quando é instalado virado para trás deve ser indicada a azul . Os SRC virados para trás devem possuir um aviso a advertir o extremo perigo caso o mesmo seja utilizado conjuntamente com os airbags (aviso esse que deve ser indicado na língua do país em que o SRC for vendido) ( Figura 2 ). No caso dos SRC que podem ser utilizados tanto virados para a frente como para trás, deve constar um aviso que indique que o SRC não deve ser utilizado na posição virado para a frente até a criança atingir um peso limite (ver instruções do fabricante).

Figura 2 – Advertência para a não utilização do SRC virado para trás conjuntamente com o airbag 

Figura 2 – Advertência para a não utilização do SRC virado para trás conjuntamente com o airbag 

Um SRC aprovado deve possuir as seguintes indicações:
•  A classificação por categoria.
•  A classificação por massa das crianças.
•  Um círculo envolvendo um “E”, significando que o SRC foi aprovado por este regulamento, seguido de um código indicativo do país para o qual o SRC foi aprovado.
•  Um código de aprovação.
A Figura 3 exemplifica estas indicações. Neste caso trata-se de um SRC UNIVERSAL, podendo ser utilizado para crianças com massas entre os 0 e os 18 kg. O código do país indica que o sistema foi aprovado para Portugal (21).
Figura 3 – Indicações que devem constar num SRC aprovado.
Os sistemas de retenção são classificados por grupos de acordo com as massas das crianças:
•  Grupo 0 (zero) para crianças com massas inferiores a 10 kg;
•  Grupo 0+ (zero mais) para crianças com massas inferiores a 13 kg;
•  Grupo I (um) para crianças com massas entre 9 kg e 18 kg;
•  Grupo II (dois) para crianças com massas entre 15 kg e 25 kg;
•  Grupo III (três) para crianças com massas entre 22 kg e 36 kg.
Os SRC são também classificados em quatro categorias:
•  UNIVERSAL, que deve ser passível de utilização na maioria dos assentos dos veículos.
•  RESTRITO, para uso em certos tipos de veículo e que deve ser indicado pelo fabricante do SRC ou pelo fabricante do veículo.
•  SEMI-UNIVERSAL.
•  VEÍCULO ESPECÍFICO.
O uso dos SRC das categorias UNIVERSAL, RESTRITO e SEMI-UNIVERSAL pode ser efectuado no assento dianteiro ou traseiro, se os sistemas estiverem montados conforme as indicações do fabricante. Nas categorias UNIVERSAL e RESTRITO os SRC são seguros apenas pelo uso do cinto de segurança do adulto (regulamento nº 16) e dos dispositivos de fixação presentes no assento do veículo (regulamento nº 14). Na categoria de VEÍCULO ESPECÍFICO o SRC pode ser instalado em qualquer assento ou na bagageira, desde que cumpra as indicações do fabricante. Em qualquer das categorias o SRC deve ser seguro à estrutura do veículo ou do assento.
Os SRC podem ser:
•  INTEGRAIS, quando funcionam por si só, ou seja, não necessitam do cinto de segurança, como é o caso dos sistemas Isofix.
•  NÃO-INTEGRAIS, quando o SRC só está completo com o cinto de segurança do veículo, que passa à volta do corpo do próprio SRC.
Quanto à posição de instalação, os SRC são classificados em:
•  VIRADO PARA A FRENTE
•  VIRADO PARA TRÁS

Sistema Isofix

Nos anos 90, um sistema standard de fixação de SRC foi criado com os objectivos de proporcionar um sistema standard, universal para a fixação de SRC, eliminar a má utilização e montagem dos SRC nos veículos, e melhorar e assegurar o desempenho dos SRC. Esse sistema é o Isofix (Figura 12).
Figura 12 – Sistema Isofix com 2 pontos de ancoragem.





Isofix – Novos conceitos

O sistema de ancoragem Isofix não deve ser entendido apenas como uma nova fixação que dispensa a utilização do cinto de segurança. O Isofix revoluciona os SRC no que respeita à segurança infantil. A plataforma do SRC e o assento (cadeirinha) nela montada podem ser desenvolvidos independentemente, o que abre a possibilidade de SRC evolutivos e da utilização da mesma cadeira virada para a frente e para trás. Assim, à medida que a criança cresce muda-se apenas o assento e não todo o SRC. O modelo da Volvo é um exemplo desta filosofia: possui uma plataforma Isofix (que permite a utilização do cinto de segurança caso o automóvel não esteja equipado com Isofix ) onde podem ser montadas duas cadeiras, uma para o bebé (3 – 10 kg) e outra para a criança (9–18 kg) ( Figura 16 ). (ver mais em IDMEC - IST)

Não arrisque... 

Transportar uma criança num automóvel sem o respectivo sistema de retenção é um comportamento irresponsável que, em caso de acidente ou travagem brusca, pode ter consequências fatais. 
É também uma contra-ordenação grave punida por lei com coima e sanção acessória de inibição de conduzir. 
Lembre-se, mais uma vez, que uma colisão a 50 Km/h, se a criança não for transportada em sistema de retenção apropriado, pode equivaler a uma queda de um terceiro andar.