quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

BURLAS ONLINE

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Hoje em dia a Internet e as aplicações móveis são utilizadas para um sem número de tarefas e negócios. Também contribui para isso a proliferação de smartphones e tablets no mercado, potenciando oportunidades e necessidades de recorrer à Web e, consequentemente, maior probabilidade de se ser vítima de crimes de burla online. Este crime pode ser praticado por indivíduos isolados ou em grupo, alinhados com o intuito de burlar os incautos principalmente nos negócios de compra e venda online.
Podem utilizar sites falsos, com propostas de negócio bastante vantajosas ou utilizar sites e aplicações já existentes para ludibriar as pessoas. Estas burlas têm relevado um ligeiro acréscimo nos últimos anos e passam principalmente por negócios de compra e venda de automóveis, aluguer de casas de férias, compra de viagens com tudo incluído ou empréstimos monetários.
Os conselhos da PSP passam por contactar apenas com sites e vendedores fidedignos (os quais garantam reembolso em caso de prejuízo) e não pagar adiantado em negócios online que podem não se confirmar na realidade. Nestes casos, ver para crer, por muito vantajoso que possa parecer o negócio!

domingo, 14 de fevereiro de 2016

TRÁFICO DE DROGA VIRTUAL

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A possibilidade de comprar e vender narcóticos ilegais online é perturbadoramente fácil, comum e complexo de controlar. Estes negócios de tráfico de droga virtual acontecem para lá do normal surface, comum à maioria dos utilizadores, e têm lugar na dark net e deep web: o submundo da Internet. Por exemplo, Ross Ulbricht, o criador de um dos maiores sites da “Internet de mercado negro” de nome Silk Road, foi recentemente condenado a prisão perpétua. A criptomoeda Bitcoin ajudou ao desenvolvimento deste site. Num par de anos, o Silk Road recebeu mais de 1,5 milhões de compras e este facto é paradigmático no que toca ao fruto proibido de traficar droga online.
O tráfico de droga é, à luz do Código Penal português, passível de pena de prisão e é um fenómeno que despoleta com ele outros crimes, pelo que a PSP está atenta a movimentações suspeitas no espaço digital e cooperante com outras forças policiais, nacional e internacionalmente.

DESPEJO DE DADOS EM MASSA

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Em 2015, um despejo massivo de dados pessoais a partir do site de encontros extraconjugais Ashley Madison trouxe à reflexão a dificuldade de não se conseguir manter nada em segredo na Internet. Cerca de 37 milhões de contas foram envolvidas e o escândalo teve projeção mundial.
Casos como Edward Snowden ou WikiLeaks são também paradigmáticos sobre esta realidade. Os problemas com gigantescos depósitos de informação são muito reais e podem vir com consequências maiores que a humilhação pública. Com informações pessoais a circular para o público, tais como endereços, emails e números de cartões de crédito, os utilizadores comuns também podem ser vítimas destes despejos digitais e enfrentar um risco significativo de perseguição criminosa, fraude e até extorsão.
Os conselhos da PSP passam por não divulgar informações e dados pessoais a desconhecidos, ter atenção ao que se envia e ao que se publica online, ter uma conduta online que não comprometa caso seja publicamente exposta, protegendo dados com passwords indecifráveis e bons sistemas de anti vírus.

CHANTAGEM COM DADOS ONLINE

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Alguns hackers não pretendem apenas apropriar-se das suas informações e dados pessoais: eles querem manter refém essa informação. Usando ransomware, criminosos cibernéticos podem infetar o seu computador com um vírus lock-out, impedindo-o de ter acesso aos seus arquivos pessoais. Quer voltar a ter acesso? Tem pagar o seu preço, pois eles levam a cabo o crime de chantagem e extorsão.
Há relatos de casos em que grupos de hackers fazem estimativas e forçam as vítimas (empresas ou particulares) a pagar para ter os seus próprios dados desbloqueados. Usando Bitcoins, uma criptomoeda popular no submundo da Internet, solicitam pagamentos virtualmente indetetáveis.
Os conselhos da PSP passam por: manter um bom anti-vírus permanentemente atualizado e a fire wall também, não abrir ficheiros ou emails duvidosos/suspeitos, não divulgar dados ou informações pessoais a terceiros e optar por passwords complexas, bem como software anti-malware.

ROUBO ONLINE DE IMPRESSÕES DIGITAIS

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Os scanners e sistemas de segurança de leitura de impressões digitais são seguros? Pense de novo! Sempre que há um avanço positivo na tecnologia, parece haver um avanço criminal para a igualar ou superar. Usando a tecnologia contra a tecnologia, os criminosos podem usar câmaras de alta resolução para tirar uma foto de alta resolução do seu dedo e construir uma cópia. Existe também software que consegue piratear os acessos ao IOS e ao Android, falsificando impressões digitais que dão acesso aos aparelhos.
A rede de hackers Chaos Computer Club, por exemplo, provou isso mesmo ao clonar a impressão digital de um político alemão, utilizando uma foto conseguida numa entrevista pública. Em abril de 2015, mais de 5,6 milhões de registos de impressões digitais foram roubadas do Escritório Federal de Gestão de Pessoal nos EUA. Os hackers tiveram como alvos a obtenção de ID e habilitações de segurança da informação, números de segurança social e outras informações pessoais de funcionários do Governo dos EUA.
As passwords e passphrases longos e complexos podem ser um aborrecimento para se lembrar, mas ao contrário de uma impressão digital, pelo menos são fáceis de alterar em caso de risco...